Esse é um dos roteiros mais tradicionais que existem, feito de trem e ônibus a maior parte da viagem. Mas como aconteceram algumas mudanças nos meus planos, como adiar a própria viagem por um ano e incluir minha namorada no roteiro, decidi também mudar o próprio roteiro.
A primeira coisa que decidimos mudar foi o modelo de viagem. O mochilão com albergues deu lugar para uma viagem mais convencional com hotéis três estrelas e mais deslocamentos de avião dentro do Peru. Aliás, a idéia de passar pela Bolívia também foi riscada dos planos e decidimos ficar só no Peru, porém, passando por mais alguns lugares, e não mais ir apenas a Machu Picchu (Cusco) e o Titicaca (Puno).
Para amarrar todos os nossos planos resolvemos entrar em contato com uma agência de viagem para colocar ordem na coisa. Como não tínhamos muito tempo para pensa resolvemos chamar o pessoal da Valência Turismo (http://www.valenciaturismo.com.br/) para fazer isso para a gente. Não compramos um pacote e nem viajamos em grupo. Na prática, a agência só comprou todos os passeios que iríamos fazer, organizou as datas, comprou as passagens aéreas e colocou em todos os passeios um guia local à nossa disposição.
O paredão do Pacífico: encostas altas separam o mar gelado da cidade ao longo de toda costa
No Peru, a gente tinha o apoio do pessoal da Condor Travel (http://www.condortravel.com/), uma agência local especializada na América do Sul, que ficava à nossa disposição para qualquer coisa, em todos os lugares, sempre com guias e um plano de saúde próprio para qualquer emergência. Para quem está afim de ir para o Peru, vale a pena entrar em contato direto com eles e pular o pessoal da Valência. A diferença é que o tratamento vai rolar em inglês ou espanhol e todo o contato será por telefone ou email. No fundo, no fundo, a gente só deixou de fazer a parte chata e burocrática, aproveitando o máximo de tempo para curtir e passear.
No final das contas, nosso roteiro ficou assim:
São Paulo – Lima (avião)
Lima – Paracas (ônibus)
Paracas – Nasca (ônibus)
Nasca - Arequipa (ônibus)
Arequipa – Puno (avião)
Puno – Cusco (ônibus)
Cusco – Lima (avião)
Lima – São Paulo (avião)
Nesse roteiro estavam inclusos todos, mas todos mesmo, os passeios, entradas em museus, preço de guia e até almoço em alguns casos. É possível que no total a gente tenha pago mais do que no esquema mochilão? Sim, muito provável, mas esse extra é compensado pelo fato de não termos que pagar taxi nem ônibus, não termos que ficar esperando para nada e, principalmente, não correr nenhum risco de ser enganado ou ter que ver os preços das coisas inflacionados pelas pessoas locais, ao perceberem que éramos turistas.
Custo total da viagem: R$ 8.600 por 12 dias, incluindo R$ 2.000 para gastos com presentes, águas, jantares, entre outras despesas não inclusas. Não tivemos nenhum luxo, mas o conforto, em todos os aspectos, foi mais do que preservado.
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