Na cidade de Paracas...Bom, não dá para chamar Paracas de cidade não. Para falar a verdade aquilo ali é um povoado, tem menos de 1.000 pessoas vivendo ali e que dependem quase que exclusivamente dos turistas que vão conhecer as Islas Balestas, umas das mais ricas reservas marinhas do Peru. A região é um deserto a beira mar, que é favorecida por uma corrente marítima fria que vem do pólo sul. Mesmo com uma temperatura de 40 graus durante o dia, é possível ver nas ilhas pingüins que se perdem no meio dessa corrente marítima.
Lá dá para ver muita coisa. Aves são aos milhões, os pingüins são mais discretos e se confundem no meio de tantos passarinhos que adoram presentear os turistas com seus dejetos. Além disso é possível ver uma série de leões marinhos, inclusive um berçário deles, onde os filhotes são carregados pelas ondas. Esse é um passeio que dura cerca de duas horas, pouco recomendado para quem enjoa no mar, mas que vale a pena ver.
Antes das ilhas, no entanto, a gente passa por uma intrigante figura conhecida como o “candelabro”. A origem dela ainda é um mistério. Alguns dizem que ele está relacionado com as linhas de Nasca (falaremos disso no futuro), outros que é um sinal para os navegantes, outros que foi feito José de San Matín, como símbolo de libertação da região dos espanhóis, e para os mais místicos que foi feito por extraterrestres. Enquanto não descobrem a origem, o fato é que a figura realmente intriga. O tamanho e o fato dela nunca se deformar são dois pontos que chamam a atenção e fazem com que cada um que vê tenha sua própria teoria.
De volta ao continente, a região é bastante simples, oferece pouca infra-estrutura, mas existem alguns hotéis simples que permitem ao turista ter onde ficar. Apesar de toda a simplicidade, foi inaugurado ali um hotel de alto padrão para quem pensa em realmente se isolar do mundo. Ele fica no meio do nada, literalmente, ou no meio do deserto ou se preferirem, mas como havia sido inaugurado há 15 dias deu para ficar hospedado nele com um precinho camarada.
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